Saúde nas Organizações – A quem recairá mais este custo?

ARTIGO ESPECIAL – ÂMBITO 22 ANOS

A saúde nunca esteve tão em evidência nas empresas como nos dias atuais.

Muitos são os desafios financeiros das organizações causados pelo aumento das ações judiciais por doença ligadas ao trabalho e afastamentos previdenciários com nexo ocupacional.

Quantas empresas já se atentaram para contabilizar o quanto isto reduz os seus resultados financeiros? Por outro lado, nunca se falou tanto em qualidade de vida e bem estar. O que não falta hoje são publicações nas diversas mídias sobre temas voltados à promoção da saúde, dietas e cuidados com a estética corporal.  Toda uma ciranda de promessas nem sempre concretizáveis e, pior, algumas destas com risco de comprometimento do estado físico e mental em níveis variados.

A quem recairá mais este custo?  Primeiramente o ônus recairá sobre o indivíduo. Solidariamente sobre a empresa e a sociedade. A primeira, além de custear o plano de saúde, ainda terá que administrar o absenteísmo com quebra no ritmo de trabalho/produção e a sociedade será penalizada através do Sistema Público de Saúde mantido pelos nossos impostos. Diante desse cenário abrangente surge o principal questionamento: Como as organizações farão a gestão da saúde de seus trabalhadores?

Inicialmente reconhecendo que estão diante de um cenário complexo e, portanto, obtendo uma constante atualização da legislação. Adotando ações preventivas em matéria de Segurança e Saúde Ocupacional e integrando-as a programas proativos de mitigação das causas ocupacionais, ambientais, traumáticas e de doenças infectocontagiosas e crônico-degenerativas considerando o envelhecimento populacional. Posteriormente as empresas precisam rever seus processos e empreender uma moderna política de saúde pessoal, ambiental e laboral alinhada à administração de pessoas.

As organizações do futuro necessitarão ter uma sólida Gestão em Saúde, para além do que hoje praticam, ou assumirão riscos em magnitude crescente ao vivenciar ambientes e negociações cada dia mais desafiadores e igualmente menos amistosos.   As organizações precisam aprender a zelar pela sua saúde corporativa.

Alexandre Kaucher Darmstadter, médico graduado pela UFMG, especialização em Medicina do Trabalho e Homeopatia. Pós graduação em Gestão pela Qualidade, Segurança e Medicina do Trabalho e Meio Ambiente. Mestrado em Gestão e Auditorias Ambientais pela Universidade de León–Espanha. Sócio fundador da Humanus Consultoria em Gestão Empresarial Ltda.